PARA UMA PRAXIOLOGIA DA ESPERANÇA

LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO TECNOLÓGICO

Autores

  • Rosana Nunes Faculdade de Tecnologia de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.29327/1163602.7-69

Palavras-chave:

Praxiologia da Esperança e Língua Portuguesa

Resumo

Este resumo objetiva apresentar os resultados de uma pesquisa em estágio supervisionado de pós-doutorado, intitulada “Educação Profissional e Tecnológica e ensino de Língua Portuguesa em tempo de crise: perspectivas, interfaces e desafios para uma Educação Humanizadora”, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGL), da Universidade de Brasília (UnB), sob supervisão de Prof. Dr. Kleber Aparecido da Silva. Essa investigação teve como hipótese da proposta de uma educação humanizadora para o ensino da língua materna. Trata-se de uma pesquisa de caráter etnográfico com consulta a documentos oficiais (Diretrizes Curriculares para a Educação Profissional e Tecnológica (BRASIL, 2021), Constituição de 1988 (BRASIL. Constituição. (1988/2021]), a LDB/71 (Brasil, 1971), a LDB/2017 (Brasil. LDB. 1996/2017]), o Programa Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH) (BRASIL, 2007). A investigação fundamenta-se numa perspectiva decolonial e freireana à luz da Linguística Aplicada Crítica (CALVET, 2007; PENNYCOOK, 2006; PENNYCOOK; MAKONI, 2020; RAJAGOPALAN, 2003, 2013), em consonância à Pedagogia Crítica (FREIRE, 1967, 1987, 1992, 1994, 1997). Aqui cabem algumas perguntas de pesquisa, direcionadas a esse novo normal no processo de ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa: a) Como as políticas públicas de intervenção e incentivo ao ensino de línguas podem contribuir com a difusão e ampliação do ensino em Língua Portuguesa? b) Em que medida a implementação de um planejamento linguístico, baseada numa proposta de educação humanizadora, em cursos tecnológicos, da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo, pode contribuir com o processo de ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa durante e pós-pandemia da Covid-19? Destaca-se, nessa pesquisa, a importância do direito à educação, uma educação igualitária, humanizada e cidadã. Como podemos pensar em uma humanização da educação sem refletir acerca das políticas públicas que deixam a desejar em relação às questões sociais, às situações de adversidade e de desigualdade social? Assim, os resultados da pesquisa em estágio supervisionado em pós-doutorado apontam não apenas a um olhar diferenciado sobre as matrizes curriculares e ementas das disciplinas relacionado ao ensino de Língua Portuguesa, mas também o repensar da prática educativa por meio de praxiologias decoloniais, ao privilegiar uma educação linguística crítica, como um processo libertário e emancipatório, de uma proposta de educação humanizadora para o ensino de língua materna. Daí uma proposta de se pensar uma praxiologia da esperança.

Publicado

31.12.2022