A INVISIBILIDADE DA MULHER NA AMAZÔNIA OCIDENTAL BRASILEIRA
UMA ANÁLISE SOBRE A CIDADE DE PORTO VELHO/RO
DOI:
https://doi.org/10.29327/1163602.7-509Palavras-chave:
Direito à Cidade; Gênero; Mulheres; Invisibilidade; Políticas Públicas.Resumo
Esta pesquisa tem por objetivo evidenciar o processo de invisibilidade que atinge as mulheres de Porto Velho, cidade capital do estado de Rondônia, região Norte, com grande visibilidade na Amazônia Ocidental Brasileira, e o quanto essa invisibilidade das mulheres neste espaço predominantemente masculino, implica no pleno gozo do direito à cidade. Apontando este objetivo, especificamos também a necessidade de como apontar a inclusão das questões de gênero nas políticas públicas urbanas na capital rondoniense e quais os instrumentos garantem acesso à participação ativa das mulheres no processo de construção desta cidade. Historicamente, a urbanização tem sido associada como uma expansão de oportunidades socioeconômicas e políticas para as mulheres, motivo pelo qual a questão do gênero e da prosperidade urbana surgem no contexto da celebração da cidade como geradora de riqueza e bem-estar. Contudo, a intercessão das relações do gênero no espaço urbano está associada às desigualdades socioespaciais, remetendo muitas vezes à marginalização e invisibilidade das mulheres. Para o desenvolvimento desta pesquisa, adotou-se o método qualitativo, com procedimentos metodológicos fundamentados em referências bibliográficas e documentais devido seu caráter exploratório. Assim, foram utilizados, como fonte de consulta livros, periódicos científicos, teses e dissertações. Como resultado, restou demonstrado que esse lugar de invisibilidade, tem culminado, de fato, em desigualdades sociais, alocando as mulheres de Porto Velho, sobretudo as de baixa renda, na região periférica da cidade e que carece de serviços e aparelhos urbanos. Com isso, dada a complexidade do tema, sugere-se a aproximação da Academia junto à sociedade e aos órgãos públicos, para se compreender melhor essa dinâmica urbana e propor políticas públicas efetivas sob uma perspectiva de gênero.