IMPLICAÇÕES AMBIENTAIS DA AGRICULTURA PROTEGIDA NA PRODUÇÃO RURAL DE PEQUENA ESCALA

Autores

  • Andrés Felipe Higuera Villalba Universidad Nacional de Colombia

DOI:

https://doi.org/10.29327/1163602.7-103

Palavras-chave:

AGRICULTURA PROTEGIDA, MODELOS DE PRODUÇÃO, PROGRESSIVIDADE DOS DIREITOS, MEIO AMBIENTE

Resumo

O atual modelo de produção agrícola é fortemente influenciado pelo desenvolvimento de atividades agroindustriais e agropecuárias extensivas e intensivas, que apresentam um cenário ideal para a geração de excedentes econômicos. No entanto, vários estudos identificaram que essas atividades possuem uma série de características negativas que vulneram os direitos humanos e ambientais, pois esgotam rapidamente os recursos naturais, restringindo o usufruto de um ambiente livre de riscos, limpo, saudável e sustentável. Além disso, identifica-se que nos territórios que implementam esses modelos de produção há altas vulnerabilidades em aspectos como segurança alimentar, soberania alimentar, sustentabilidade dos recursos naturais, e perda de identidade social pela mitigação das dinâmicas comunitárias. Nesse contexto, os atores rurais vulneráveis ​​têm implementado práticas semelhantes à agricultura protegida devido às suas limitadas extensões territoriais nas quais podem realizar atividades produtivas. Mostrando um modelo de produção alternativo incipiente, no qual se desenvolve uma atividade econômica voltada para a utilização exaustiva do recurso ambiental, porém, suas implicações ambientais não foram estabelecidas de forma exata. Embora este tipo de produção decorra da necessidade de avançar na agricultura de subsistência, a aplicação massiva em contextos de vulnerabilidade implica também uma análise de viabilidade econômica que relega a importância do meio ambiente para segundo plano, não sendo claro quais podem ser suas consequências. Por essas razões, o objetivo deste estudo é analisar as implicações ambientais da agricultura protegida de acordo com sua capacidade de estabelecer modelos de produção sustentável e sustentável. Porque, embora nenhum dos modelos seja pensado como chave para a proteção ambiental, é possível avançar na progressividade dos direitos da natureza se modelos com menor pegada ambiental forem sustentados institucional e economicamente. Para tanto, esta pesquisa trata de uma descrição do modelo de produção da agricultura protegida, destacando suas variantes ambientais conforme às condições climáticas e à disponibilidade econômica de investimento. Em seguida, é realizada uma revisão das experiências nacionais e internacionais de produção sustentável em agricultura protegida para estabelecer sua viabilidade frente a atores rurais vulneráveis. Finalmente, é realizada uma análise comparativa entre a agricultura protegida e a agricultura extensiva de acordo com sua pegada ambiental em relação aos efeitos nocivos do território, da natureza e dos atores rurais. Nesse sentido, argumenta-se que a agricultura protegida surgiu como um dos modelos de produção alternativos mais relevantes, uma vez que incorpora elementos positivos para enfrentar a crise climática. Na medida em que a agricultura protegida propõe o uso eficiente dos recursos naturais por meio da implantação de estruturas que modificam os processos produtivos estabelecendo condições bioclimáticas ideais que aumentam a produção pela redução do uso de máquinas e fontes convencionais de energia (combustíveis), ao mesmo tempo que promovem a inocuidade dos produtos rurais, reduzindo o uso de agroquímicos e outros insumos.

Publicado

31.12.2022