FLUXOS MIGRATÓRIOS, FRONTEIRAS E CRISE FINANCEIRA

A AGENDA-SETTING E A ESPIRAL DO SILÊNCIO NA MÍDIA BRASILEIRA

Autores

  • Luis Delcides Rodrigues da Silva Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas - FMU

DOI:

https://doi.org/10.29327/1163602.7-247

Palavras-chave:

Fronteiras, Receptor, Fluxos, Imprensa

Resumo

A presente pesquisa tratará sobre as inúmeras dimensões do fluxo migratório na compreensão das movimentações nas áreas limítrofes. Na compreensão dessa dinâmica dessa imigração fronteiriça a partir do entendimento da fronteira como frente de expansão, lugar de afirmação das identificações nacionais e, ao mesmo tempo, espaço de hibridismo cultural e de identidades híbridas e ambíguas, há um   entendimento do conceito da fronteira como limite político. Mediante uma crescente  onda xenofóbica e racista observada em diversos países,  a livre circulação de pessoas é um direito de todo cidadão ao incluir o direito de trabalhar e residir em outro Estado membro. Ao aprofundar a abertura das fronteiras internas para a livre circulação de pessoas, ao mesmo tempo, no fechamento dessas fronteiras externas há uma implementação de um sistema comunitário livre e democrático, porém rígido e oneroso para o resto do mundo, especialmente para os imigrantes extracomunitários. Dessa forma, é possível sim falar em crise migratória, mas é preciso tomar cuidado quando se fala especificamente sobre o aumento dos fluxos migratórios entre Estados Europeus. Logo, esta crescente combinada com a crise financeira, fez crescer na população o sentimento xenófobo e o nacionalismo os quais, apesar de já existirem há muito tempo, foram exacerbados. Na análise das estratégias discursivas de nomeação e predicação por parte dos órgãos de imprensa, seja televisivo ou digital, há uma obediência a uma pratica do agenda-setting, ao canalizar toda a força informativa em um único tema (refúgio) com o intuito de cansar o receptor e não despertar curiosidade e estímulo para a compreensão do tema. E por outro lado, há a espiral do silêncio, conforme prelecionada por Elisabeth Noelle-Neumann (2002) ao cair no esquecimento e com poucas aparições dentro do chamado “espelho” do telejornal ou do chamado “boneco” do jornal.  Esta pesquisa será escolhida o método quantitativo, por meio da pesquisa bibliográfica-exploratória, ao analisar vários telejornais durante a cobertura dos movimentos migratórios da Venezuela para os países de língua espanhola e Brasil, os fluxos dos Ucranianos e a avalanche de correspondentes na busca por informações e a disputa pela audiência. Também é importante mencionar o levantamento bibliográfico por meio de artigos, obras concernentes ao tema e a consulta ao arcabouço doutrinário, legislação nacional e aos tratados internacionais. É possível a restrição temática por parte dos conglomerados midiáticos, especialmente os brasileiros, quanto a abordagem dos assuntos e com o intuito de manipular o receptor? Este estudo conclui sobre a possibilidade de um direito de liberdade de expressão irrestrito e mostrar o abuso de controles particulares ao papel da imprensa e quaisquer embaraços à plena liberdade de informação jornalística.

Publicado

31.12.2022