GERAÇÃO PRATEADA “CAI NA REDE”
INCLUSÃO SOCIAL PELO MEIO DIGITAL
DOI:
https://doi.org/10.29327/1163602.7-353Resumo
Considerando a essencialidade da integração social da população idosa brasileira - carinhosamente denominada geração prateada - para a efetivação de seus direitos, o estudo tem como objetivo tratar da inclusão digital deste público e a sua relação com a promoção do “envelhecimento ativo” – termo referente ao processo de aprimoramento de quadros de segurança, de saúde e de participação com vista à melhoria da qualidade de vida. O estudo da temática se justifica diante do envelhecimento da população e do crescente desenvolvimento de novas tecnologias que têm modificado o modo de vida das pessoas, inclusive as da geração prateada. O cumprimento de determinações normativas atinentes a pessoas idosas, da Lei nº 10.741/2003 (Estatuto do Idoso), da Lei nº 8.842/1994 (Política Nacional do Idoso) e do próprio texto constitucional como a participação nas atividades sociais, a integração comunitária e o convívio intergeracional –, tornaram-se condicionadas à efetiva inclusão digital. O manuseio de ferramentas e de recursos tecnológicos se tornaram indispensáveis à obtenção da cidadania digital e à participação social do público senescente. Ainda que se evidencie a indispensabilidade da inclusão digital da pessoa idosa para a materialização da sua efetiva integração e para a atribuição da dignidade a ela inerente, ainda existem desafios em sua efetivação, como receio na aquisição de novos conhecimentos e como a ausência de disposição de pessoas no auxílio da aprendizagem tecnológica. O Estatuto do Idoso define como obrigação da família, da sociedade e do Poder Público e da comunidade garantir às pessoas idosas, entre outros, direito à dignidade, ao respeito, à cultura e à convivência social. No plano metodológico adota-se o procedimento indutivo, investigativo bibliográfico e uma abordagem discursiva que permite compreender os benefícios e os desafios da inclusão social da geração prateada pelo meio digital.