SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL

REFLEXÕES SOBRE SEU PERCURSO HISTÓRICO DENTRO DAS GESTÕES DE GOVERNO

Autores

  • Ruth Gnecco Zanini UNESP Franca/SP
  • Analúcia Bueno dos Reis Giometti Prof. Credenciado do Programa de Pós-graduação de Serviço Social na UNESP/Franca

DOI:

https://doi.org/10.29327/1163602.7-571

Palavras-chave:

Saneamento básico;, Marco do Saneamento Básico, Gestão das políticas públicas

Resumo

O objetivo deste artigo é apresentar algumas reflexões acerca da gestão da política de Saneamento Básico no Brasil, a partir de seu contexto histórico. Para alcançar este objetivo propomos apresentar dentro das gestões de governo, as principais legislações na área, do ano de 1988 até 2021. Ao mesmo tempo, desenvolvemos algumas considerações sobre estas legislações e gestões na perspectiva do materialismo histórico. O saneamento básico está diretamente ligado à água, e a água é um recurso essencial e indispensável para todas as formas de vida. A adoção de legislações e políticas públicas voltadas para a preservação da água, se torna essencial para a sobrevivência e desenvolvimento de todas as formas de vida. Entretanto, se por um lado o debate sobre a importância da preservação deste recurso é notório em diferentes áreas, por outro, contraditoriamente, o debate sobre a materialidade das ações de saneamento básico, para a preservação da água, se apresenta muito heterogêneo. A trajetória das políticas de saneamento se mostrou marcada de contrastes e acompanhado pelas transformações políticas, sociais e econômicas nas diferentes gestões de governo. Sobremaneira, notou-se que o saneamento básico se configurou em uma política que caminhou com os ditames dos interesses capitalistas no país, desde a primeira gestão de governo depois da Constituinte. Inclusive, dentro da Constituição o saneamento básico e articulado dentro de um conjunto maior de temas em que estaria inserido, como um recurso e acesso a outros temas ligados a ele. Nesse sentido, reconhece-se a própria fragilidade do compromisso com o direito e a cidadania da população expressos na política do saneamento básico e é na constituinte que se marca o início da direção desta política na sociedade, tendência gradativa de desresponsabilização do Estado para com este setor. Seguindo, dentro o principal destaque das legislações apresentadas colocamos a Lei nº 11.445/2007 que dá as Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico, vigente desde o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Entretanto, em 2020, está lei sofreu alterações significativas que podem colocar em risco um setor historicamente frágil, e intrinsicamente ligado ao meio ambiente. Finalmente, entende-se que expor os contrastes das ações dentro das gestões de governo no País é publicizar e tencionar a relação de forças existentes, como também, contribuir para o fortalecimento do conhecimento na área.

Biografia do Autor

Analúcia Bueno dos Reis Giometti, Prof. Credenciado do Programa de Pós-graduação de Serviço Social na UNESP/Franca

Possui Bacharelado e Licenciatura em Geografia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Rio Claro (1983), Mestrado em Geografia (1993) e Doutorado em Geografia (1998) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho . Em 2017, passa a exercer a função de Professor Adjunto e portadora do título Acadêmico de Livre Docente em Educação Ambiental. Atualmente é professor em regime de dedicação exclusiva, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais do câmpus de Franca/SP-Brasil, no curso de "História". Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Análise e Gestão socioambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação Ambiental e Gestão Ambiental. Líder dos Grupos de Pesquisas Certificados pelo CNPq: Educação Ambiental e GESTA - Gestão socioambiental e sua interface com a questão social. O Núcleo de Estudos, Ensino e Práticas Pedagógicas (NEEPPs) foi pensado, construído e elaborado, dentro da abordagem metodológica Geográfica na área da Gestão Ambiental com viés na Educação Ambiental . As ações propostas foram desenvolvidas dentro das atividades educacionais promovidas pelo Núcleo de Ensino de Franca, pela PROEX- Pró-reitora de Graduação e PIBIC/ CNPq e FAPESP, o que possibilitou aos alunos do curso de Relações Internacionais, História e Serviço Social atuarem na área da Educação Ambiental. Estas ações voltadas às práticas pedagógicas ocorrem desde 2006, quando foi aprovado o primeiro projeto de extensão cujo teor visava à sustentabilidade ambiental. Inicia-se assim, uma série de projetos com o foco na qualidade de vida ambiental e social, os quais buscavam conscientizar os alunos da rede pública estadual e municipal de Franca e alunos da Unesp, do papel que desempenham frente à apropriação do espaço. É professora do quadro permanente da Pós-graduação em Serviço Social orientando trabalhos de Mestrado e Doutorado. Assumiu em junho de 2012 até julho de 2016 a Chefia do Departamento de Educação, Ciências Sociais e Política Públicas da Unesp câmpus de Franca. Eleita Presidente e Coordenadora Geral da Rede Internacional de Pesquisa em Patrimônio e Desenvolvimento Sustentável (REPYDES), durante IV PYDES realizado na FCHS/Unesp em 2015. É responsável pela implantação e coordenação do Laboratório de Construção de Materiais Didáticos junto ao curso de História, desde 2010.

Publicado

31.12.2022