“EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE CULTURAL”

PENSANDO ESTRATÉGIAS PARA A PROMOÇÃO DE ENSINO EM DIREITOS HUMANOS, GÊNEROS E SEXUALIDADES

Autores

  • Maria da Luz Olegario UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Palavras-chave:

Educação, Direitos Humanos, Gêneros, Sexualidades, Currículo Formal

Resumo

Objeto da pesquisa:  A Educação em Direitos Humanos se baseia em princípios fundamentais, dentre eles a diversidade, que reconhece e valoriza as diferenças individuais e culturais. Justificativa: O componente curricular “Educação e Diversidade Cultural”, única disciplina de caráter obrigatório na matriz curricular da graduação em Pedagogia, da Universidade Federal da Paraíba-UFPB, procura suprir a lacuna existente no currículo formal sobre a discussão em Direitos Humanos, gêneros e sexualidades. Necessário se faz, desse modo, problematizar essa questão, não apenas pelo descumprimento dos principais documentos que preconizam essa discussão, em nível nacional e internacional, no âmbito escolar, mas também porque a ausência desse debate fragiliza e compromete a formação docente que, por sua vez, pode reverberar na educação básica. Objetivos: Dito isso, tem-se como objetivo profícuo, neste texto, analisar as principais contribuições que o componente curricular em tela possibilitou às/ aos estudantes, sob a ótica de educação para a promoção de direitos humanos e como estas/estes compreenderam a importância dos temas debatidos para a vida acadêmica e social. Metodologia: A partir de uma abordagem qualitativa e utilizando-se a metodologia narrativa, as experiências dos discentes foram trazidas através de relatos solicitados, não apenas para aferição do processo de aprendizagem, mas também, para se compreender a importância  dos temas no desenvolvimento de um protagonismo social crítico e coletivo, por parte dos discentes.  Hipóteses iniciais: o currículo formal legitima o conservadorismo que alcança a realidade da formação de professoras/es quanto às questões de gênero e sexualidade. As discussões promovidas em sala de aula sobre as temáticas referidas podem fazer a   diferença na formação humanística dos discentes. Resultados finais: O componente curricular apresentado, mesmo que seja único na graduação em Pedagogia, possibilitou, não apenas um debate sobre questões essenciais sobre gêneros e sexualidades, como também contribuiu para (des)construção de conceitos equivocados e a problematização de assuntos essenciais à formação profissional e social de futuros/as pedagogos/as. Detectou-se também que o espaço curricular formal carece de outros componentes que provoquem uma discussão mais ampla sobre Direitos Humanos, gêneros e sexualidades,   de modo a se comprometer com a formação de futuras/as professoras/es; como espaço formativo, há uma necessidade pungente a articulação entre teoria e prática como processo de humanização no que se refere à diversidade.

Publicado

03.10.2025

Edição

Seção

Simpósio P29 - PROCESSOS EDUCATIVOS EM DIREITOS HUMANOS: CURRÍCULO, FORMAÇÃO E T