AS CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA DO AGIR COMUNICATIVO DE JÜRGEN HABERMAS PARA A COMPREENSÃO DA COMUNICAÇÃO PRESENTE NO PÚBLICO QUE SE AUTOMUTILA DAS ESCOLAS DA DIRETORIA DE ENSINO CAMPINAS OESTE
Palavras-chave:
Teoria do agir comunicativo, Automutilação, Educação emancipadora, Educação como Direito HumanoResumo
A pesquisa, em andamento no curso de Doutorado na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas- UNICAMP, está vinculada ao Departamento de Filosofia e História da Educação, DFHE e Grupo de Pesquisa Paideia, sob orientação da Profª Drª Sandra Fernandes Leite, alocada na Linha Filosofia, Educação e Direitos Humanos. Tem-se como objetivo responder ao problema “Como se revelam as relações entre a teoria do agir comunicativo de Jürgen Habermas, o direito à educação, a construção dos discursos dos sujeitos e as possibilidades de formação humana e emancipatória dos alunos e alunas que se automutilam das escolas da diretoria de ensino Campinas Oeste?” Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, de fontes bibliográfica, com possibilidade de aporte de campo, questionários e entrevistas. Em relação ao método de pesquisa pretende-se investir na concepção crítico-dialética, para a qual será necessário considerar o contexto histórico, temporal, assim como as contradições. Considera-se que Jürgen Habermas será uma lente de análise, por excelência, para o desenvolvimento dessa pesquisa pelo fato de ser um grande nome que estuda a compreensão da vida. Percebe-se nas reflexões dos autores que já pesquisaram sobre Habermas, a preocupação que o filósofo tem para com a emancipação da vida por meio do agir comunicativo. Ressalta-se a necessidade de maior compreensão do conceito mundo da vida à luz do pensamento habermasiano. Sob orientação, pretende-se completar o estudo bibliográfico e interpretativo com um aporte de campo, se o orientador assim o definir; com os devidos protocolos éticos, com a possibilidade de questionários, entrevistas e depoimentos de sujeitos evolvidos em situações de automutilação, para ajudar esclarecer o significado dos discursos à luz da teoria do agir comunicativo de Habermas. Como resultado parcial, em relação à comunicação, entre professores e estudantes, considera-se a necessidade de uma prática acolhedora, humanizadora; a falta de um olhar humanizado, poderá simplesmente comprometer a garantia da educação como direito humano. Se o (a) aluno ou aluna, é vítima do fenômeno da automutilação, continuar como uma pessoa invisível à classe, invisível ao professor ou à escola de modo geral, é a chave para a exclusão social. E, se os educadores dispensarem um olhar à luz do pensamento de Habermas, haverá constante movimento de luta em prol do direito de fala. É com este olhar que pretende-se analisar os esforços para a garantia da educação como direito universal, por meio da teoria do agir comunicativo.