OS DIREITOS HUMANOS DE ADOLESCENTES MEDIADOS PELA EXPROPRIAÇÃO MASSIVA DE DADOS TECNOLÓGICOS NO ÂMBIENTE ESCOLAR
Palavras-chave:
serviço social, educação, tecnologias da informação, colonização de dadosResumo
O presente estudo tem como objeto o trabalho de pesquisa de campo de serviço social na pesquisa psicossocial de violência nas escolas e determinações sociais que permeiam o processo de ensino aprendizagem de alunos nas escolas públicas no interior do estado do Rio de Janeiro, em território rural. Com ênfase nas implicações do uso das (TICs) Tecnologias da Informação e Comunicação no cotidiano escolar e no exercício da pesquisa de campo em Serviço Social. A pesquisa aborda elementos das transformações sociais, políticas e tecnológicas que impactam o ambiente escolar e os sujeitos nele inseridos, família e comunidade escolar. A escola, enquanto espaço de formação cidadã e desenvolvimento integral do aluno, é atravessada por múltiplas expressões da questão social, que influenciam diretamente no processo de ensino-aprendizagem e podem levar à evasão escolar. Nesse contexto, a inserção do Serviço Social contribui para o acolhimento, fortalecimento de vínculos, articulação com redes de proteção social e defesa dos direitos, conforme previsto na LDB (Lei 9394/1996) e na Lei 13935/2019). A presença das TICs, embora represente avanços tecnológicos, também configura mecanismos de controle e vigilância, o que exige uma análise crítica sobre seu uso na prática educacional e social. A pesquisa foi conduzida a partir de uma abordagem qualitativa, com base na prática profissional e na observação participante em escolas rurais. Foram realizadas 400 entrevistas com professores e estudantes sobre o cotidiano educacional, e fatores comportamentais com o uso de tecnologias. A análise foi fundamentada em autores como Foucault, Deleuze, Negri, Antunes e Iamamoto. A hipótese que segue é de que a atuação crítica do profissional de serviço social na educação, aliada a uma apropriação reflexiva e ética, pode contribuir significativamente para o fortalecimento de vínculos escolares, promoção de saúde mental e combate à evasão escolar, especialmente nesses territórios com extrema vulnerabilidade socioeconômica. Sendo assim, os resultados evidenciaram uma série de desafios enfrentados no âmbito da sala de aula, com a sobrecarga mental de professores, alunos que utilizam o tempo livre mais de duas horas, em dias escolares com o uso de redes sociais, não reconhecem a reprodução de bullying, racismo e sexismo, capacitismo, nas escolas. Verificou-se ainda que as TICs, promoveram autonomia, para reforçar comportamentos agressivos, e automatizados. O Serviço Social, nesse cenário, mostra-se essencial para articular redes de apoio e rede socioassistencial, promover o diálogo entre familiares e estudantes. Além de, destacar a importância de uma formação ético política compromissada na viabilização democrática, emancipadora e promotora de direitos nas periferias e no campo.