A EDUCAÇÃO COMO DIREITO HUMANO

PROBLEMATIZAÇÕES, DESAFIOS E INTERFACES DA UTILIZAÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA EM LÍNGUA PORTUGUESA EM FACULDADE DE TECNOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Autores

  • Rosana Nunes Faculdade de Tecnologia de São Paulo

Palavras-chave:

Educação como direito humano, Língua Portuguesa, inteligência artificial, Educação Profissional e Tecnológica

Resumo

Este resumo tem por finalidade problematizar aspectos concernentes à utilização de ferramentas da inteligência artificial, no que concerne ao trabalho com o letramento acadêmico, ou seja, problematizações, desafios e interfaces para o trabalho com a língua materna no contexto tecnológico. Esse estudo vincula-se à realização de uma pesquisa em Regime de Jornada Integral (RJI) intitulada “Escrita acadêmica: perspectivas e interfaces para a pesquisa científica e tecnológica no Curso Controle de Obras da Faculdade de Tecnologia de Votorantim”. Dada a necessidade de um trabalho com o letramento acadêmico, no que tange à leitura e escrita à formação do tecnólogo em Controle de Obras da Faculdade de Tecnologia de Votorantim, tem-se como a problematização da pesquisa: “em que medida uma proposta de trabalho com a escrita acadêmica, para estudantes do Curso Controle de Obras, leva ao desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica?”. Essa pesquisa teve início em fevereiro de 2025 e se estenderá até fevereiro de 2025 e objetiva identificar as dificuldades apresentadas pelos estudantes de Controle de Obras em relação à leitura e escrita em contexto de ensino tecnológico. Sabe-se que diferentes políticas educacionais representaram modelos educacionais. Em 2000, surgem as primeiras plataformas de aprendizagem adaptativa baseadas em IA por meio de algoritmos para avaliar o desempenho dos estudantes e ajustar o conteúdo do curso de acordo com suas necessidades. Em tempos de algoritmos e redes sociais, mais do que nunca, a urgência de um debate ético sobre o uso da linguagem, principalmente, com relação à inteligência artificial, uma vez que sem reflexão crítica, a tecnologia da linguagem pode desumanizar, distorcer a verdade e legitimar práticas perigosas. A linguagem, afinal, é o que nos constitui como humanos — e sua proteção passa pelo uso consciente, reflexivo e responsável – como espaço de resistência ética, política para a formação plena e emancipatória do estudante de curso tecnológico. Dessa perspectiva, a pesquisa privilegia a formação humana, plena e emancipatória, do estudante de curso tecnológico no trabalho com a língua materna, tendo em vista tratar-se de uma análise crítica da utilização de ferramentas da inteligência artificial no contexto da Educação Profissional e Tecnológica. A metodologia é qualitativa, pesquisa participativa e pesquisa-ação, e o método é a observação participante – coleta, análise e interpretação de dados em relação ao avanço no desenvolvimento da escrita acadêmica pelos participantes da pesquisa –, além de fontes bibliográficas e documentais. Acredita-se que a educação propicia esse “devir constante” do sujeito que se constrói historicamente, uma vez que o conhecimento é construído por meio de uma relação dialética, entre sujeito e objeto, dentro de um contexto de realidade histórica e social.

Publicado

03.10.2025

Edição

Seção

Simpósio On60 - O IMPACTO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NOS DIREITOS HUMANOS E FUNDAMENT