DA INFLUÊNCIA DAS FAKE NEWS NO COMBATE AO COVID-19

Autores

  • Jhonny Cristaldo de Oliveira Universidade Católica Dom Bosco

Palavras-chave:

1. Avanço tecnológico; 2. COVID-19; 3.Fake News; 4. Pandemia.

Resumo

O avanço tecnológico trouxe respeitáveis contribuições para as áreas de infraestrutura, da saúde, da educação e dentre outras, dessa forma, é inegável a importância da tecnologia para o desenvolvimento da sociedade. Validamente, com o avanço das tecnologias a sociedade da informação também fica cada vez mais conectada, as notícias verdadeiras ou falsas demoram segundos para atingir os milhares de computadores, smartphones, tablets, dentre outros eletrônicos, e diferentemente do que ocorria à época das grandes impressões de jornais e revistas, primeiro a informação chega para depois as fontes serem analisadas (quando são). Somado a isso, observou-se uma estimulação de propagação de notícias inverídicas durante a pandemia da COVID-19. Mensagens, vídeos e textos sobre possíveis tratamentos, prevenções, forma de evitar contágio, riscos envolvidos, maneiras de lidar com a pandemia em diversas partes do mundo, foram encaminhados e repassados por quem utiliza as mídias sociais e os aplicativos de mensagens instantâneas. Sem fazer juízo de valor quanto ao conteúdo propagado, a intenção da pesquisa era tão somente observar o impacto que notícias falsas e/ou sem a devida fonte causam na sociedade, principalmente naqueles que não possuem conhecimentos básicos sobre como buscar a origem da informação. Trazendo essa perspectiva para o cenário doméstico, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) publicada no dia 07 de setembro de 2020, intitulada “Desmentindo as fakenews sobre vacinas”, mostrou que quando a vacina para a COVID-19 estiver disponível cerca de 20% (vinte por cento) da população pode optar por não vacinar, 5% (cinco por cento) informaram que não pretendem vacinar e 75% (setenta e cinco por cento) somente irão vacinar quando um imunizante seguro e eficaz estiver acessível. Ainda nesta pesquisa, foram apresentadas algumas notícias inverídicas aos participantes, as quais destacamos: receio de tomar a vacina e se contaminar com o novo coronavírus e a vacina poderia alterar o DNA, conforme as respostas dos entrevistados, tem-se que cerca de 34% (trinta e quatro por cento) declararam acreditar em pelo menos uma notícia falsa como razão para não optar pela utilização de um imunizante. Ainda sob a ótica da perspectiva brasileira, a pandemia da COVID-19 mostrou que o Brasil não está preparado para o controle das notícias falsas, principalmente quando se leva em consideração a velocidade de propagação dessas informações. A Justiça Eleitoral nos últimos anos debatendo o impacto das notícias falsas durante as eleições, tendo já punido candidatos por se valerem desse ato com intuito de angariar votos e/ou prejudicar outros candidatos. Não obstante, o caminhar punitivo da Justiça Eleitoral, fora as questões envolvendo injúria, calúnia ou difamação, crimes previstos no Código Penal vigente, o sistema jurídico brasileiro não possui meio de coerção para evitar a propagação de notícias inverídicas, e isso é gravíssimo. A disseminação de notícias falsas não é novidade, mas se agravou com a pandemia da COVID-19, questiona-se, assim, o porquê de o poder legislativo não ter se movimentado antes, os prejuízos causados por essa prática são imensuráveis, pois atrapalham ás verdadeiras informações de chegarem, principalmente aos que mais precisam.

Publicado

06.01.2022