O TRABALHO DAS MULHERES

DO APAGAMENTO AO CAPITALISMO TARDIO

Autores

  • Luana Miranda Ganio PUC MINAS

Palavras-chave:

TRABALHO DAS MULHERES; PATRIARCADO; SISTEMA CAPITALISTA; SISTEMA RACISTA.

Resumo

O objetivo do presente trabalho é resgatar a história das mulheres enquanto trabalhadoras e sujeitas ativas na construção das sociedades ao longo do tempo. O presente estudo utiliza-se da perspectiva de gênero, classe e raça para abordar o problema da ideologia da classe dominante, isto é, da burguesia no sistema capitalista de produção, como forma de exploração das mulheres trabalhadoras. O problema de pesquisa consiste em questionar se o apagamento da mulher enquanto sujeita ativa na construção da sociedade se deve a um fenômeno natural ou uma construção intencional. A relevância da temática encontra resguardo nos altos índices de exploração e morte de mulheres trabalhadoras e a falsa ideia de que a dominação destas pelos homens sempre existiu, portanto, a pesquisa busca desmistificar esse imaginário comum e trazer relevância e visibilidade para a contribuição do trabalho das mulheres na história das sociedades A hipótese que se espera encontrar é que esse apagamento se dá de forma intencional, por meio de uma construção de um sistema de exploração das mulheres. A pesquisa utiliza o método hipotético-dedutivo. Os objetivos específicos serão abordados em três capítulos, o primeiro elucida o período de criação desse sistema dominante como sendo naturalmente racista e patriarcal, com o resgate da história do trabalho das mulheres por meio de estudos e lutas feministas. O segundo capítulo aborda o período da modernidade e a luta das mulheres indígenas, as mulheres pretas com o legado da escravização e as mulheres brasileiras e a cumulação do trabalho remunerado com o trabalho não remunerado, o chamado trabalho de cuidado. Por fim, o último capítulo adentra na luta das mulheres trabalhadoras na contemporaneidade, com a análise do movimento de “flexibilização das relações de trabalho como forma de mascarar a exploração, com jornadas ininterruptas de trabalho, tomando posse de seus corpos e mentes, resultando em uma confusão do trabalho e não trabalho. O estudo é finalizado com a conclusão de que a criação do patriarcado, com a tomada dos corpos das mulheres enquanto objetos, o seu fortalecimento dentro do sistema capitalista e racista são as válvulas de controle e impedimento da libertação das mulheres enquanto seres humanos e sujeitas de direitos e, somente através das lutas e da organização das mulheres trabalhadoras é que será possível a emancipação e a revolução com a superação do sistema atual.

Biografia do Autor

Luana Miranda Ganio, PUC MINAS

Advogada - OAB/PR 105.390. Possui graduação em Direito pelo CENTRO UNIVERSITARIO UNIDOMBOSCO (2020).Possui pós-graduação em Direito e Processo do Trabalho e Direito Previdenciário pela Escola da Associação dos Magistrados do Trabalho do Paraná - EMATRA/PR.Possui pós-graduação em Direito Público pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC/MG.Pós-graduação em Gênero e Direitos Humanos em andamento, com previsão de término em setembro de 2025, pela Escola Brasileira dos Direitos das Mulheres - EBDM.Atualmente é advogada sócia do escritório Luana Miranda Ganio Sociedade Individual de Advocacia. Tem experiência na área de Direito do Trabalho, com ênfase no trabalho das Mulheres, bem como experiência na area do Direito das Mulheres.

Publicado

03.10.2025

Edição

Seção

Simpósio P27 - MULHERES: RESISTÊNCIAS, LUTAS E MEMÓRIAS