O TRABALHO DAS MULHERES
DO APAGAMENTO AO CAPITALISMO TARDIO
Keywords:
TRABALHO DAS MULHERES; PATRIARCADO; SISTEMA CAPITALISTA; SISTEMA RACISTA.Abstract
O objetivo do presente trabalho é resgatar a história das mulheres enquanto trabalhadoras e sujeitas ativas na construção das sociedades ao longo do tempo. O presente estudo utiliza-se da perspectiva de gênero, classe e raça para abordar o problema da ideologia da classe dominante, isto é, da burguesia no sistema capitalista de produção, como forma de exploração das mulheres trabalhadoras. O problema de pesquisa consiste em questionar se o apagamento da mulher enquanto sujeita ativa na construção da sociedade se deve a um fenômeno natural ou uma construção intencional. A relevância da temática encontra resguardo nos altos índices de exploração e morte de mulheres trabalhadoras e a falsa ideia de que a dominação destas pelos homens sempre existiu, portanto, a pesquisa busca desmistificar esse imaginário comum e trazer relevância e visibilidade para a contribuição do trabalho das mulheres na história das sociedades A hipótese que se espera encontrar é que esse apagamento se dá de forma intencional, por meio de uma construção de um sistema de exploração das mulheres. A pesquisa utiliza o método hipotético-dedutivo. Os objetivos específicos serão abordados em três capítulos, o primeiro elucida o período de criação desse sistema dominante como sendo naturalmente racista e patriarcal, com o resgate da história do trabalho das mulheres por meio de estudos e lutas feministas. O segundo capítulo aborda o período da modernidade e a luta das mulheres indígenas, as mulheres pretas com o legado da escravização e as mulheres brasileiras e a cumulação do trabalho remunerado com o trabalho não remunerado, o chamado trabalho de cuidado. Por fim, o último capítulo adentra na luta das mulheres trabalhadoras na contemporaneidade, com a análise do movimento de “flexibilização das relações de trabalho como forma de mascarar a exploração, com jornadas ininterruptas de trabalho, tomando posse de seus corpos e mentes, resultando em uma confusão do trabalho e não trabalho. O estudo é finalizado com a conclusão de que a criação do patriarcado, com a tomada dos corpos das mulheres enquanto objetos, o seu fortalecimento dentro do sistema capitalista e racista são as válvulas de controle e impedimento da libertação das mulheres enquanto seres humanos e sujeitas de direitos e, somente através das lutas e da organização das mulheres trabalhadoras é que será possível a emancipação e a revolução com a superação do sistema atual.