A CONSTRUÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DAS MULHERES
Palavras-chave:
Patriarcado, Mulheres, Direitos, Neopatriarcado, PandemiaResumo
O Patriarcado Moderno não deve ser confundido como o Patriarcado do poder do pai, anterior ao período Moderno. No mundo pós-Revolução Francesa, o patriarcado torna-se um elemento estruturador do tecido social e econômico das sociedades ocidentais. O machismo é uma das manifestações do patriarcado, que deve ser compreendido não somente como o poder do homem sobre a mulher e sim como a inferiorização daquilo que representa o feminino. As instituições são, em parte, responsáveis pela normalização, moralização e naturalização da subordinação e da “desconsideração” do feminino perante o masculino. É importante destacar que, no âmago de toda a violência contra as mulheres, está a “passividade” do feminino. Nessa perspectiva, pretende-se analisar como e por que o Patriarcado Moderno se forma e passa a ser dominante nas nossas sociedades, além de como, nesse processo, surgem os direitos das mulheres, pois a construção dos direitos ocorre pari passu a hegemonização do patriarcado. O objetivo é refletir como, a partir do século XIX, inicia-se a busca desses direitos que culminam nos tratados internacionais (surgidos no século XX), passando pelos primeiros movimentos das mulheres – como o movimento sufragista na Inglaterra e as primeiras organizações nos Estados Unidos da América – chegando até os dias atuais. Compreende-se, assim sendo, que o neoliberalismo docilizou o(a) trabalhador(a). Diante disso, os corpos tidos como “indóceis” são os corpos das mulheres – assim como dos LGBTs e negros(as) – mesmo perante o momento atual da assimilação das causas feministas por conservadores(as). A partir dessa perspectiva, caracteriza-se o Neopatriarcado. A pandemia causada pelo novo coronavírus desnudou com mais vigor a violência contra a mulher, ratificando a necessidade de reafirmação dos direitos, da igualdade, da autonomia, assim como a afirmação da indispensabilidade de lutar pela presença das mulheres nos espaços de poder. Sendo assim, a presente pesquisa tem base bibliográfica, tendo enquanto referência, entre outras, a obra de Gerda Lerner (2019), além de documentos internacionais relativos aos direitos das mulheres.