DESIGUALDADE E NOVAS TECNOLOGIAS

O DIREITO FUNDAMENTAL À ESCOLARIZAÇÃO E OS REFLEXOS DA INCLUSÃO DO ENSINO REMOTO NO PERÍODO DA COVID-19, COM O USO DOS NOVOS RECURSOS DIGITAIS NOS DOMICÍLIOS DAS FAMÍLIAS RESIDENTES NO MUNICÍPIO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES, RIO DE JANEIRO. BRASIL. 2020-2021

Autores

  • Clarice Helena de Miranda Coimbra Gpidmr Itep-UENF
  • Auner Pereira Carneiro Gpidmr Itep-UENF

Palavras-chave:

DESIGUALDADE INFORMACIONAL, NOVAS TECNOLOGIAS, ENSINO REMOTO EMERGENCIAL

Resumo

Nesse momento histórico marcado pela universalização da pandemia, da cultura de pânico, de novas tecnologias digitais, de novas relações no mercado internacional, produtos, custos, recursos humanos e do capital, verificou-se que, a falta de capacitação, em parte ou no todo, da comunidade escolar e de suas famílias criaram desigualdades informacionais. O pressuposto é se o ensino remoto emergencial durante o período de crise sanitária mundial afetada pela Covid-19, proporcionou aos estudantes matriculados na rede pública municipal de ensino condições de igualdade e inclusão social. Será que a comunidade escolar tem recursos educacionais digitais suficientes para o suporte das demandas escolares? Como ocorreu o acesso e o uso de ferramentas digitais na educação digital nos domicílios das famílias? É possível reconhecer a interconectividade das escolas da rede pública na efetivação do direito fundamental à educação? De que forma o uso e apropriação dos novos recursos educacionais digitais e da comunicação nos domicílios das famílias residentes no Município de Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro, permitiram a efetividade do ensino? Identificou-se que estudantes da rede privada de ensino migraram para a rede pública de ensino e inflam o sistema educacional, precário no que se refere à gestão pedagógica direcional, infraestrutura sanitária e tecnológica. O avanço tecnológico disseminou mudanças na abordagem de temas educacionais, como por exemplo, uso de mídias sociais, plataformas de aprendizado, revisão de aulas gravadas, trabalho remoto, apresentações de trabalho a distância, entrevistas e reuniões virtuais, assinaturas eletrônicas, virtualização de bibliotecas etc. Contudo, a pandemia da Covid-19 resultou na paralisação das atividades escolares em todos os níveis da educação e a maioria dessas escolas, sob a orientação do Ministério da Educação, deram continuidade às atividades através do ensino remoto, tática usada para atenuar os prejuízos do período de ausência das aulas presenciais. O desenvolvimento tecnológico na educação isolou as pessoas desprovidas de conhecimento, equipamentos tecnológicos e acesso à internet. As aulas mediadas virtuais deixaram de fora grupos de pessoas vulneráveis que não dispõem de meios financeiros para sustentar os níveis de aprendizagem. O Governo cumpriu seu papel ao propor por meio de programas governamentais de inclusão digital o desenvolvimento educacional ao inserir novas tecnologias na rede pública de ensino, ficou a cargo de seus gestores a responsabilidade e o compromisso na capacitação de seus professores. A pesquisa tem por objetivo analisar o uso e apropriação dos novos recursos educacionais digitais e da comunicação nos domicílios das famílias residentes no Município de Campos dos Goytacazes, no Estado do Rio de Janeiro. A metodologia inclui pesquisa bibliográfica,  documental e pesquisa de campo para identificar a existência da desigualdade informacional ou não, a violação ou não do direito fundamental à educação como direito social após as medidas de isolamento e distanciamento social, assim, através da análise dos dados obtidos, compreender o recente processo de mobilização dos entes públicos na corrida em busca de soluções, fomentar e garantir o direito de acesso e uso seguro da internet a toda comunidade escolar, em conformidade com o Marco Civil da Internet no Brasil.

Publicado

17.01.2022