O PAPEL DA EXTRAFISCALIDADE NA PROTEÇÃO AMBIENTAL
UMA SOLUÇÃO MULTILATERAL
DOI:
https://doi.org/10.29327/1163602.7-213Keywords:
Tributação Ambiental, Direito Tributário Internacional, MultilateralismoAbstract
A extrafiscalidade possui um papel relevante ao se reduzir a carga fiscal sobre produtos e serviços alinhados com as disciplinas multilaterais de proteção ao meio ambiente, assim como impor uma exação mais gravosa para atividades potencialmente poluidoras. Ao colocar um “preço” na poluição, os tributos incentivam a redução das emissões desalinhadas com as políticas multilaterais de proteção ambiental pela transferência do custo do dano ambiental potencial ou efetivo ao empreendedor. Justificativa da relevância temática: A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE possui relevantes pesquisas sobre o papel dos tributos nas políticas ambientais e importantes análises sobre os impactos dos tributos ambientais na competitividade e na equidade. A Taxa Efetiva de Carbono (ECR) é um relevante exemplo de precificação da poluição como elemento decisório em atividades potencialmente poluidoras, refletidas sobre o carbono, consumo de combustível e os preços das licenças de emissões. Segundo o citado estudo da OCDE, apenas 60% das emissões de CO2 de todo o uso de energia em 44 países do grupo e do G20 não estão sujeitas a um ECR e apenas 10% impõem uma taxa de pelo menos 60 euros por tonelada. Em outras palavras, 90% das emissões têm preços abaixo de uma estimativa intermediária dos custos das emissões de CO2 para a sociedade em 2020 e uma estimativa baixa em 2030, sendo 60 euros por tonelada. Objetivos: Com base neste relatório, questiona-se se os países estão se utilizando da tributação ambiental em todo o seu potencial e como é possível implementar uma política multilateral para tributação ambiental com base nos dados apresentados pela OCDE. Metodologia: Quanto aos procedimentos técnicos, a sua base será a pesquisa bibliográfica e documental, com a utilização de materiais e pesquisas como fontes (livros e artigos científicos). Hipóteses iniciais: Os países que utilizam políticas tributárias de exação mais gravosa sobre energias não renováveis e emissão de carbono obtêm resultados positivos em termos de desestímulo ao uso e consumo de energias potencialmente poluidoras. Resultados parciais obtidos: Neste particular, os tributos sobre o consumo de combustível e os impostos sobre o carbono são ferramentas econômicas relevantes para conter as mudanças climáticas. Segundo “Taxing Energy Use (TEU) 2019”, demonstram-se os efeitos da implantação de tributos específicos sobre energia e carbono, acompanhando seu progresso e recomendações aos governos de como melhorar seus resultados. No relatório “Effective Carbon Rates 2021”, demonstram-se os resultados da precificação do carbono como forma eficaz à mudança das escolhas de produção e consumo para opções de baixo e zero carbono, necessárias para limitar as mudanças climáticas.