DIREITOS HUMANOS, MEIO AMBIENTE E DISCURSOS VOLÁTEIS
BREVE ANÁLISE A MANIPULAÇÃO DO DISCURSO ACERCA O DESMATAMENTO NA FLORESTA AMAZÔNICA
DOI:
https://doi.org/10.29327/1163602.7-479Keywords:
MEIO AMBIENTE, DIREITO À INFORMAÇÃO, DISCURSO VOLÁTIL.Abstract
O presente ensaio busca correlacionar o discurso volátil, bem como a disseminação e manipulações de informações, acerca do crescente desmatamento na Amazônia legal, e seus impactos, tanto ambientais, quando em relação à lesão a Direitos Humanos. Da perspectiva do Direito Constitucional brasileiro, o Meio Ambiente é direito difuso, mister para efetivação de outros direitos, sendo uma extensão do direito à vida, já que em um meio ambiente sadio e ecologicamente equilibrado que o ser irá desenvolver-se da melhor maneira, sendo assim, este direito é essencial para concretização a dignidade da pessoa humana. Insta salientar a floresta amazônica como berço de gigantesca diversidade biogenética, e a relevância desta para a espécie humana. Deste modo, com o recente discurso volátil e disseminação de informações falsas, inclusive institucionais, do alto escalão do poder estatal, que não concordam com a realidade documentada, acerca da real situação do desmatamento na Amazônia legal, faz necessário o estudo, tanto jurídico, quanto da perspectiva da comunicação, com fim de deslumbrar os impactos que isto pode causar, seja estes ambientais, ou até mesmo lesões de direitos humanos, como o direito à informação. Assim, o presente trabalho objetiva, de forma geral, entender a forma que o discurso institucional falso impacta a perspectiva da população brasileira, acerca do desmatamento na Amazônia legal, ou até mesmo, o descredito as instituições que pesquisam e monitoram os dados na região, e também, os possíveis impactos ambientais decorrentes disto. Ainda, de maneira mais específica, estudar os direitos humanos violados a partir da disseminação de informações falsas, bem como, deslumbrar os possíveis limites a liberdade de expressão e comunicação. Assim, é pesquisa de natureza básica, qualitativa em relação ao problema, exploratória do ponto de vista dos objetivos, e com o método indutivo, bem como fenomenológico, e também, utilizado como procedimento técnico, a pesquisa bibliográfica, documental e levantamento. Destarte, é formulado como hipótese inicial, que o discurso volátil e falso, vindo de personalidades públicas, pode moldar a opinião de camadas diversas da população, de modo que a informação oficial e verdadeira seja relativizada ou ignorada, assim, lesando os direitos humanos basilares relativos à informação.