JOVENS
SONHOS E HISTÓRIAS - DIAS DE LUTA, DIAS DE GLÓRIA!
Keywords:
DESIGUALDADE SOCIAL, DIREITOS HUMANOS, EDUCAÇÃO, TRAJETÓRIAS, PEDAGOGIA SOCIALAbstract
Ao investigar as histórias de vida de jovens em vulnerabilidade social de 15 a 22 anos do Projeto Social ViraVida, que possui uma metodologia multidisciplinar e busca, através da Educação, promover a Inserção Socioprodutiva e a Educação Socioemocional, significa se deparar com temáticas presentes no cotidiano das favelas e periferias, tais como: desigualdade social, falta de políticas públicas e falta de acesso aos direitos humanos essenciais (educação, cidadania, moradia digna, trabalho, saúde). Deste modo, ao desenvolver oficinas de projetos de vida no projeto, oportuniza-se reflexões sobre a realidade que os rodeiam, a fim de incentivar um processo de participação cidadã, de protagonismo e sonhos. FREIRE, 1992, p. 64 cita que: “Uma das tarefas da educação popular progressista, ontem como hoje, é procurar, por meio da compreensão crítica de como se dão os conflitos sociais, ajudar o processo no qual a fraqueza dos oprimidos se vai tornando força capaz de transformar a força dos opressores em fraqueza”. E é sobre essa força e resiliência que as práticas em Pedagogia Social, se pautam a esperançar e ser base para uma educação que possibilite mudanças e transformações nessas juventudes. O objetivo deste trabalho é refletir, a partir das histórias dos jovens do Programa, como a desigualdade social e a falta de acesso aos Direitos Humanos básicos interferem na realização dos seus sonhos, e compreender, como a educação pode contribuir no protagonismo, autonomia e capacidade de ação. Justifica-se a relevância justamente pelas desigualdades, pelas inúmeras formas de violência e ausência de direitos. Como aponta Herrera-Flores (2009) - o conhecimento dos Direitos Humanos possui uma função social e pensar nos direitos humanos na educação, na sua função social, é repensar os agentes. Portanto, o debate acerca dos Projetos de Vida de jovens em vulnerabilidade social, extrapola o âmbito de atendimento, soma-se às discussões políticas, sociais e se relacionam com as questões dos Direitos Humanos na Educação e na Formação Humana – do educador e do educando como sujeitos sociais. A Metodologia é fundamentada na pesquisa-ação, qualitativa, com análises documentais, entrevistas e revisão bibliográfica. Tendo como Hipóteses iniciais, que no trabalho com jovens historicamente vulnerabilizados, educacionalmente e socialmente, a formação humana assume um papel ainda mais reflexivo e intenso, que vai além do ensino de atualização científica, pedagógica, onde a afetividade e o vínculo são importantes aliados no processo. Os Resultados parciais realizados anteriormente na pesquisa de mestrado apontam que os jovens, especialmente em condição de vulnerabilidade social, sobrem interferências sociais e econômicas, e que o acesso ao conhecimento pode contribuir na conquista da autonomia, no acesso aos direitos humanos e na capacidade de esperançar e sonhar com dias de glória!