AS SMART CITIES COMO ESPAÇO DE AFIRMAÇÃO DO DIREITO À INCLUSÃO DOS DEFICIENTES VISUAIS

Autores

  • Marli Monteiro Faculdades Integradas de Bauru-SP

DOI:

https://doi.org/10.29327/1163602.7-169

Palavras-chave:

Deficientes Visuais; Inclusão Social; Inteligência Artificial; Cidades Inteligentes.

Resumo

O presente estudo pretende demonstrar que as cidades inteligentes podem vir a ser um espaço de afirmação direitos dos deficientes visuais, por meio da implantação de tecnologias da Inteligência Artificial. O tipo de pesquisa realizado é qualitativo, visto que se utiliza da interpretação subjetiva de informações textuais elaboradas com teor científico, através de revisão bibliográfica em indexadores de produção científica, com suporte em publicações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Internacional do Trabalho (OIT). Tendo como referencial a classificação da Organização Mundial de Saúde OMS) a deficiência visual é tomada aqui como a perda visual leve até a ausência total de visão, definida clinicamente a cegueira e a baixa visão, após a melhor correção, com campo visual inferior a 20º, de acordo com a tabela médica. Ao utilizar a percepção do indivíduo de que sua proteção diante da vida, no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e também preocupações  como parâmetros procura-se demonstrar que longe se efetivar os direitos preconizados na Constituição Federal brasileira, a concentração do homem nas cidades, apresenta o agravamento das condições de vida dos deficientes visuais, atingidos em sua dignidade. Objetiva-se apresentar que as cidades não buscam um planejamento eficaz para aqueles que possuem mobilidade reduzida por qualquer deficiência, notadamente a visual, o que poderá ser minimizado por novas tecnologias inclusivas. Com isso, pretende-se demonstrar que as políticas urbanas podem minimizar a distância entre o preconizado pela CF brasileira e a efetivação dos direitos nela estabelecidos.  Com um recorte sobre as condições de acessibilidade na cidade de Bauru-SP, com razoável número de pessoas portadoras dessa deficiência e, caracterizada como cidade polo regional acadêmico, e, por incentivar, através de entidades do terceiro setor o incremento de empresas de base tecnológica; as chamadas start ups, o estudo é centrado nesse local. Pelos dados levantados, as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiências são resultado do modo como a sociedade trata as limitações físicas, intelectuais, sensoriais ou múltiplas de cada indivíduo, e a deficiência visual reduz habilidades e hábitos caracterizados pelo automatismo, orientando a atenção para signos não visuais, o que acaba comprometendo a qualidade de vida, uma vez que a atenção das pessoas não deficientes está envolvida nos processos de invenção de mundo e percepção de si. Esse quadro de desigualdades entre deficientes e aqueles sem nenhum déficit motor ou sensorial se expressa de forma mais acentuada quando se verifica que o único canal garantidor de possibilidades efetivas de inclusão é o incremento de novas tecnologias da IA é a única forma de inserção.

Publicado

31.12.2022