O ETARISMO E AS MULHERES NA AMÉRICA LATINA
DESAFIOS E PERSPECTIVAS
DOI:
https://doi.org/10.29327/1163602.7-345Palavras-chave:
ETARISMO, MULHERES, AMÉRICA LATINA, DIREITOS HUMANOSResumo
De acordo com pesquisa realizada pela Escola de Saúde Pública Dornsife da Universidade Drexel (EUA), publicada na Revista Nature Medicine, durante o ano de 2021, a população latina, ressalvadas exceções pontuais, tem ampliado significativamente a sua expectativa de vida, merecendo destaque no que concerne às mulheres, que podem alcançar, em países como o Panamá, Costa Rica e Chile, até 82 anos, e, no Brasil, México e Peru, entre 77 e 78 anos. Por outro lado, observa-se que as mulheres longevas seguem sendo submetidas a toda sorte de preconceito, em razão da sua idade, prejudicando, dentre outros aspectos: inserção e/ou permanência junto ao seio social; promoção, defesa e reconhecimento dos seus direitos humanos e senso de autoaceitação. O presente trabalho pretende analisar como o etarismo constituiu-se em face das mulheres na América Latina, ressaltando os seus principais desafios e perspectivas hodiernas. Para tanto, valeu-se de pesquisa exploratória, de cunho bibliográfico interdisciplinar e documental. Nessa senda, dividiu-se o texto da seguinte forma: no primeiro tópico, apresentou-se uma breve contextualização histórica sobre o etarismo na América Latina; no segundo, discorreu-se sobre os desafios centrais pertinentes ao etarismo e às mulheres na região; e no último, discutiu-se quais são as perspectivas que se delineiam, respeitadas as diferenças regionais, para o enfrentamento do preconceito etário em face das mulheres e como o Estado, a sociedade civil e a família na América Latina podem colaborar para a construção de uma agenda propositiva intergeracional que considere, discuta e reforce o Relatório Mundial do Idadismo (ONU) e consequentemente concorra para a realização de campanhas de conscientização, pesquisas científicas e mobilizações sociais que contribuam – fática e simbolicamente – para a concretização dos direitos humanos das pessoas idosas, com destaque para as mulheres, tal qual preceituado na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (1966), Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (1966) e Pacto de San José da Costa Rica (1969), Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (1979) e Plano de Ação Internacional de Madrid sobre o Envelhecimento (2002).