O PROBLEMA GLOBAL DO DESERTO DO ATACAMA NO CAMINHO PARA A CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO SUSTENTÁVEL ATRAVÉS DO APROVEITAMENTO DE PEÇAS
Keywords:
Deserto do Atacama, Direito da Moda, Direitos Humanos, SustentabilidadeAbstract
O Deserto do Atacama localizado no Chile, nos últimos anos, virou um verdadeiro lixão a céu aberto. Os países, geralmente de primeiro mundo, que produzem de maneira exacerbada e em grande quantidade, fruto do fast fashion, acabam acumulando estoques volumosos, e, pessoas que compram muito, acabam usando a roupa uma vez e as descartando. Isso gera o hiperconsumo, dentro de um ciclo que não se fecha, e sempre gera sobra. Essas sobras acabam em muitos dos casos, no deserto do Atacama. Em contrapartida, a ONU (Organização das Nações Unidas) em julho de 2022 em uma nova Declaração, trouxe o meio ambiente equilibrado como um direito humano a ser preservado. Esta resolução foi proposta por diversos países e aprovada pelo órgão. Assim como a Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1948, esta nova Declaração também não é obrigatória/vinculativa aos países, mas é um passo para se tentar uma concretização de um meio ambiente equilibrado. A metodologia utilizada se deu por meio do método dedutivo, através de pesquisa documental e bibliográfica, observando leis, declarações e livros sobre o tema. Pergunta-se: como o problema do deserto do Atacama pode começar a ser solucionado? Este problema é macro, e que envolve além fronteiras do Chile. Todavia, existe um projeto do Desierto Vestido e a VTECX Global que se responsabiliza pela logística na distribuição. Essa iniciativa consiste em: garimpar e recolher roupas boas presentes no Deserto do Atacama, lavá-las e vendê-las em um uma plataforma de e-commerce. As marcas encontradas no descarte desértico são conhecidas como Nike, Zara e Calvin Klein. As peças em boas condições após o devido tratamento são colocadas à disposição para consumo, mas é uma venda que o consumidor não paga nada, apenas o frete. Isso é sustentabilidade. Isso é concretizar Direitos Humanos e sustentabilidade. Isso é transformar o lixo no luxo. Isso é o que o Direito da Moda pode disciplinar.