O USO DAS ABORDAGENS DE LINGUAGEM SIMPLES, GESTÃO DE PROCESSOS E DIREITO VISUAL PARA EFETIVAR A ODS 16 NO ENSINO SUPERIOR
Keywords:
INOVAÇÃO PÚBLICA, BPM, LINGUAGEM SIMPLES, DIREITO VISUAL, ODS 16Abstract
Este trabalho apresenta uma proposta de transformação da comunicação institucional a partir da articulação entre três abordagens complementares: Gestão de Processos de Negócio (BPM), Linguagem Simples e Direito Visual. A pesquisa, de natureza aplicada e qualitativa, tem como objeto de estudo o edital unificado da Universidade Federal do Ceará (UFC) para preenchimento de vagas remanescentes por meio de transferência de outras instituições de ensino superior e admissão de graduados. A justificativa para a escolha do objeto reside na elevada taxa de indeferimentos registrada anualmente no processo seletivo, atribuída, na maioria das vezes, à linguagem de difícil compreensão dos documentos normativos. O objetivo foi elaborar uma versão simplificada e mais acessível do edital, aplicando as três técnicas mencionadas para ampliar o direito à informação e qualificar a relação entre universidade e sociedade. A metodologia envolveu o mapeamento detalhado do processo seletivo com uso de BPMN, a escuta ativa dos usuários por meio de questionários, e a aplicação prática das diretrizes de Linguagem Simples e Direito Visual no redesenho do edital. A hipótese sustentada é que a comunicação pública, quando pensada com foco no usuário, não somente melhora a eficiência administrativa, mas também fortalece a confiança institucional e a participação cidadã — princípios centrais da ODS 16. O estudo resultou na construção de um novo modelo de edital, visualmente mais claro, com estrutura navegável, linguagem acessível e informações organizadas em fluxos e infográficos. A experiência contribui com a criação de um referencial metodológico replicável em outras universidades e órgãos públicos, promovendo uma governança mais aberta, inclusiva e orientada pelo direito de compreensão. Conclui-se que a combinação entre BPM, Linguagem Simples e Direito Visual representa uma estratégia potente de inovação pública capaz de transformar documentos excludentes em instrumentos de cidadania, ampliando o acesso à informação e qualificando a atuação institucional sob a perspectiva da ODS 16.