DIREITOS HUMANOS, EDUCAÇÃO, ESPORTES E EDUCAÇÃO FÍSICA
TENDÊNCIAS POLÍTICAS E MATRIZES EPISTEMOLÓGICAS EM DISPUTA NO CENÁRIO DA PANDEMIA (COVID 19)
Keywords:
Palavras-Chave: Educação, Esportes, Direitos Humanos, Ética.Abstract
A pandemia da COVID 19 alterou a dinâmica econômica, social e cultural, do planeta, desde fevereiro de 2020 no mundo e, acentuadamente, a partir de março de 2020 no Brasil. As causas da eclosão da COVID 19 podem ser encontradas na esteira do modelo de desenvolvimento das forças produtivas do metabolismo do capital (MESZAROS, 2008 e NUNES, 2020) e seus efeitos perversos, necrófilos e desiguais, seja no mundo da natureza, seja na esfera social e cultural. A superação da pandemia da COVID 19 reconstruiu o papel do Estado, seja na condução de políticas públicas sanitárias e sociais de combate à disseminação do vírus, seja na recomposição dos investimentos emergenciais na saúde coletiva e na geração de renda de sobrevivência, em quase todos os estados e nações do mundo. O discurso neoliberal nascido no Consenso de Washington (1989) foi historicamente e politicamente superado pela necessidade de o Estado reconstruir as bases mínimas da economia e garantir os direitos sociais basilares das sociedades. Diante desse cenário reconhecemos as condições para a superação do discurso e das práticas neoliberais e ultraliberais que impactavam nosso tempo e conjuntura. A Educação Física, área de formação de profissionais e de professores para a compreensão do fenômeno da ação humana, da motricidade, da dialética da corporeidade socialmente produzida (LUKACS, 2020) concentra um conjunto de estudos, de pesquisas e de movimentos que apontam para novos cenários para a mesma, superando as matrizes políticas conservadoras e as epistemologias clivadas e dualistas. A Educação brasileira encontra-se em uma encruzilhada histórica e categórica: entre a Pedagogia das Competências, de um lado, e a Pedagogia do Direito à Educação e dos Direitos De Aprendizagem, de outro. Os Esportes, notadamente aqueles de lato impacto social e econômico se viram convocados a refletir os casos e fenômenos de racismo, de violência de gênero e de preconceito, na realidade recente. Muitos atletas consagrados manifestaram claras opções políticas de emancipação atuando no Esperte com finalidade de denúncia e de anúncio de novas coordenadas éticas e políticas para o campo. Pretendemos discorrer sobre esses cenários de contradição e de potencialidade de geração de novas identidades para o Esporte, para a Educação Física e para a Educação.